10 dezembro 2014

Sentidos - Capitulo III

Capítulo 3 - Raimon


Fanfic / Fanfiction de Inazuma Eleven - Sentidos - Capítulo 3 - Raimon

        CAPITULO  III   


      Raimon


  - Senhora, acorde.... acorde ....
     As mãos quentes sacudiam levemente o corpo da pequena sob as mantas, que apenas resmungou algo que a maior não entendeu, mas riu.
  - Vamos, hoje será um grande dia. – disse se aproximando das cortinas grosas que escondiam uma janela e as abriu, fazendo com que os raios fossem DIRETOS as perninhas brancas da menina, que já se encontrava sentada. – Sua tia a matriculou e hoje será seu primeiro dia. – sorriu ficando a frente da pequena.
    - E isso é bom? – perguntou revirando os olhinhos.
   - Mas claro que sim. Hoje poderá encontrar novas crianças e fazer AMIGOS– dizia ela conduzindo a menor ao banheiro.
    - AMIGOS ... – murmurou a pequena órfã retirando seu pijama.
      
        Após o banho tomado, vestida com o UNIFORME da escola, que diga de passagem havia lhe caído muito bem. Constituído por saia um pouco acima do joelho no tom azul marinho, meias brancas, sapatos pretos, blusa branca e um laço azul, realçava ainda mais seus cabelos e a pele branca. Depois de alimentada a pequena foi conduzida ao carro, o qual já a esperava na frente da CASA.
      A rosinha entrou um pouco relutante, não estava nem um pouco a fim de ir a escola. Preferia ficar em casa por hoje.
      Ficou em silêncio o percurso todo. Olhava pela janela, com insuflem escuro, assimCOMO o carro e via grupos de amigos com o mesmo UNIFORME que o seu, seguirem o caminho brincando, conversando e sorrindo. Sentiu seu peito doer. Uma pontada de inveja, talvez. Nunca foi de ter muitos amigos, mesmo quando estava na Promisse, nunca foi de estar cercadas de amigos.
     Quando enfim o carro parou e a porta foi aberta para que saísse, a pequena respirou fundo, abraçou a bolsa azul marinho e saiu. A claridade repentina do sol, fez com que fechasse os olhos colocando a mão esquerda para os proteger.
     - Estarei aqui quando as aulas acabarem. – disse. – Tenha uma boa aula. – sorriu e entrou no carro, deixando a menina apenas o observando sumir aos poucos.
      Após alguns segundos para colocar seus pensamentos em ordem, girou os calcanhares e adentrou o pátio do colégio. Podia sentir os olharem em si, mas não vacilou. Caminhava firme olhando sempre para frente, onde se deparou com o emblema do colégio e LOGO abaixo o nome ´´Raimon `` foi quando esbarrou em algo, se desequilibrou mas não caiu.
      - Descul...
      -Caramba! – a voz feminina a cortou grosseiramente. – Não olha pra onde anda não?! – gritou lhe dando um empurrão.
      - Eu pedi desculpas. – rebateu a rosa no chão.
     - Desculpas não adiantam MAIS. Você já me tocou. – soltou a olhando furiosa. Deu um passo a frente a pegando pela gola da blusa fazendo com que a rosa fechasse os olhos instantaneamente. Podia ouvir algumas risadas. Seu sangue ferveu. Abriu os olhos encarando a garota morena de sua idade, olhos em tom de roxo, seus cabelos estavam presos em duas transas baixas. Viu também duas garotas atrás dela, talvez fossem suas amigas. Uma delas tinha os cabelos longos alaranjados e a outra curtos azul marinho.
      Em menos de meio segundo e garota levantou a mão para a bater, iria a acertar em cheio.
      - Akane ... – a voz masculina infantil tomou os ouvidos, o que fez com que todos se virassem para onde o som havia saído. O garoto moreno de cabelos acinzentados, os olhos escarlates encaravam os roxos e em seguida desceram aos safira.
      - Ah .... Shin .... – disse envergonhada, soltando a rosa, que voltou ao chão. – Shin, você chegou cedo hoje. – sorriu constrangida, por ele ter a pego, COMO dizem, com a mão a botija.
      - É. Ainda bem que cheguei não? – disse ele se referindo a rosa que ainda estava no chão. – Você está bem? – perguntou ele estendendo a mãozinha para ela, que a pegou.
      - Estou sim, obrigado. – disse soltando a mão, já que estava de pé.
      - Desculpe por isso. Acredito que não irá acontecer MAIS, não é? – falou olhando a menina de cara fechada ao seu lado.
      - Você não precisa se desculpar. Mas mesmo assim ... tudo bem. – respondeu pegando sua bolsa ao mesmo tempo que o sinal para que entrassem tocou.
     O moreno fez questão de acompanhá-la até sua sala, que por destino era a mesma que a sua. O moreno se sentou junto a ela e assim as aulas passaram. Juntos puderam conversar muito, e se conhecer o suficiente para já indicar que seriam bons AMIGOS. A verdade é que se sentiam bem juntos. Por alguma razão.

         As aulas passaram mais rápido do que o esperado. Em um piscar de olhos o 1 período, recreio e o 2 período já tinham acabado. Se encontravam arrumando as bolsas para saírem juntos. Caminharam até a ENTRADA do colégio onde o motorista que a levará mais cedo já a esperava. Se despediram, a menina entrou no carro ainda acenando para o moreno que logo também entrou em um carro.
     Como na ida, o caminho foi silencioso, mas algo dentro da rosa já mudava.
       Quando o carro parou, ela mesma abriu a porta e entrou disparada na casa, subiu DIRETO para o quarto e ali ficou esperando que sua babá entrasse. Estava ansiosa para lhe contar como havia sido seu dia e quando em fim a mesma entrou foi recebida com um jato de palavras, que não paravam de sair da boquinha avermelhada da pequena. Fora assim até que descessem para o jantar. A ruiva estava presente, o que se tornou raro desde que chegou. Já ao ouvir a voz da pequena entrando na sala a repreendeu para que se calasse. Foi o que fez. Após comer e terminar com sua higiene, sentaram-se na cama, a pequena com as perninhas de baixo das cobertas e Katriny ao seu lado. Conversaram até que o sono viesse o que não demorou muito.
  
   Ao mesmo tempo a dois quarteirões de distância o menino moreno deitado na GRANDE cama ao centro do quarto, sorria sozinho.
     ´´ Talvez agora as coisas mudem. `` - pensava alegremente. Agora teria alguém de verdade para conversar e ser importante.
      Com tais pensamentos o pequeno pegou no sono.

       Naquela noite, nos dois quartos os pequenos pela primeira vez não se sentiam sozinhos. Seus sonhos não foram tribulosos e sim tranqüilos. As coisas melhorariam se ficassem juntos.






 Talvez ....







   CONTINUA....

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