23 dezembro 2013

Trancado a 7 Chaves - 2 Temporada

Capítulo 10 - Capitulo X



Fanfic / Fanfiction de Inazuma Eleven - Trancado a 7 Chaves - Segunda temporada - Capítulo 10 - Capitulo X

Capitulo X

  A semana passara voando e já era final de semana. Em umas das casas de Londres tinha um movimento especial, hoje um dia de comemoração. A menina desce as escadas saltitando e entra na cozinha.
  -Bom dia filha e feliz aniversário minha florzinha. – a maior a cumprimenta sorrindo e indo para lhe abraçar.
  -Obrigada mãe e bom dia também. – ela diz em meio ao abraço.
  -Seus colegas iram vir? –ela diz se virando para pegar a bandeja que estava na pia e a colocar no freezer, tudo claro sob o olhar atento da menor.
  -Sim, sim.
  -Ótimo, agora sente-se para tomar seu café e vamos sair para comprar algumas coisas que faltam.
   -Tá bom. – a menina se sentou e logo foi servida pela maior.
   Depois do café terminado, se arrumaram para sair. As lojas já estavam abertas quando elas chegaram, procuravam artifícios de aniversário.
   Tudo corria muito bem, já estava chegando a hora do aniversário quando se encontraram com uma jovem no caminho.
   -Com licença. Por favor. – a jovem de cabelos claros tocou no ombro da rosa, que ao se virar para constatar quem a chamara se surpreendeu. – Eu te conheço?!
   -A-acredito que n-não. –ela respondeu ligeiramente incomodada. Sabia muito bem quem era a jovem, uma colega de quando estava na Raimon.
   -Ah, serio? Você se parece muito com uma conhecida. Me chamo Yamana Akine. – disse estendendo a mão, comprovando exatamente o que a rósea temia, mas teria de tomar cuidado ela poderia descobrir algo e não poderia dar esse luxo a Akine.
    -Sou Elizabeth MegLend. – pegou a mão pálida da garota que a observada de cima a baixo.
    -Elizabeth ... prazer em conhece-la. – ela disse desconfiada. – Quem é essa fofa? – disse olhando para a pequena que até então só as observava.
    -Sou Skarleth. – disse pronta e seria.
    -É minha filha.
    -Nossa! Como você é linda Skarleth. – Akine se abaixou encarando a menina. – Sabe ... seus olhos, são muito bonitos. Me lembram os olhos de um amigo e ....
     -Me d-desculpe. – a rósea interrompeu. – Precisamos ir. – pegou a mão da pequena.
     -Estão com presa?
     -Sim, me desculpe. Foi um prazer. – falou começando a andar.
     -E sobre o que é? – ela disse as acompanhando.
     -Hoje é meu aniversário. – Skarleth disse fazendo com que ela parasse, elas continuaram deixando a jovem parada.
     Claro que Kirino estava com medo, sabia muito bem o quão boa era a Akine e se bobeasse ela acabaria descobrindo algo.


      A tarde já caíra e a casa já estava aguardando os convidados. Skarleth estava ´´serelepe``, pulando de um lado para o outro na sala, esperando algum convidado que logo começaram a chegar.
      Kirino na cozinha torcia para que Akine não tivesse percebido nada, em meio a esses pensamentos foi despertada  pela voz da filha a chamando.
   -Mãe! ... mãezinha!
   -Estou indo filha. – disse respirando fundo e caminhando até a sala. A filha estava sorrindo com uma caixinha na mão. Correu seus olhos mais uma pouco a cima e reparou no moreno bem vestido ao ado dela a observando.
  Sua respiração falhou por alguns instantes e teve de se lembrar que era preciso respirar, seu coração pulava em seu peito, tanta saudade, tanto amor.
    -Olha só mamãe, o que o Shindou me deu. –disse indo para perto da maior, mostrando o colar que estava dentro da caixinha preta de veludo. Um colar dourado com um símbolo de raio no centro como pingente, as bordas eram pata e dentro um azul muito vivo. – Olha aqui também.– ela virou o colar mostrando o nome dela gravado.
    -Quando ela passou a noite em casa, ela acabou vendo esse bração, achei que seria um bom presente. – o moreno se pronunciou andando até elas.
     -Muito obrigado Shin, eu gostei muito. Coloca pra mim? – ela entregou o colar ao moreno, se virou e ele colocou o colar. –Obrigado. – ela disse sorrindo, indo em direção a porta para atender a outro convidados.
    Os dois ficaram em silêncio por alguns instante, a animação de Skarleth era notável, contagiava a todos.
    -Que bom que ela gostou do presente. Estava preocupado com isso, não sou muito bom com essas coisas. – ele pronunciou cortando o silêncio.
    -Muito obrigado.
    -Ah que isso, tudo bem. ... não vi Kailone. Ele está?
    -Não.
    -Está tud...
     -Mamãe o Len já chegou, podemos começar a servir. – Skarleth apareceu de repente.
     -Ah sim. Já vou começar a servir.

      A menina voltou aos amigos e a maior seguiu para a cozinha, o moreno a seguiu. Entraram na cozinha, havia algumas coisas já em cima da mesa.
    -Posso ajudar? – perguntou vendo a dificuldade que lea tinha para pegar todas as bandejas.
    -Não, tudo bem, eu ... – antes que terminasse de dizer, uma das bandejas ousou se jogar dos braços da rósea, mas o moreno foi mais rápido e conseguiu pegar a bandeja. – O-obrigado.
    -Eu te ajudo.

Ambos pegaram as bandejas e serviram juntos a todos. A festa estava indo muito bem, alguns convidados cantavam junto com a musica, dançavam, riam, brincavam.
     - Já vamos comer o bolo mamãe?
     -Quando você quiser.
     -Então pode ser agora.
     -Certo.

  O bolo era pesado e claro ela precisaria de ajuda e o moreno se prontificou. Foram juntos até a cozinha novamente, o bolo estava na geladeira, pegaram-no e foram para a sala, cantaram o parabéns. Todos se juntaram em volta da mesa, apagaram as luzes, acenderam as velas, a cantiga começou com palmas e alguns risos.
    Depois de cantarem, os pedaços de bolos foram distribuídos e logo aos poucos todos foram indo embora.
    Skarleth estava no portão se despedindo e fazendo algumas brincadeiras, o moreno e a rósea levaram as coisas para a cozinha, colocaram alguns na pia e começaram a lavar a louça.  Ela lavava e ele enxugava .
     -Está tudo bem com você? – ele disse pegando outro prato para secar.
      -Estou sim, obrigado. – ela respondeu pegando os copos.
      - Não parece. Sabe .. pode contar pra mim, posso ser seu amigo. – ele disse colocando o que havia nas mãos em cima da mesa, em seguida ouviu algo quebrar e se virou deparando com a mão da rosa sangrando. –Oh! Meu Deus, você se machucou? – ele disse pegando sua mão.
      - Não foi nada. – disse tentando tirar a mão dele.
      -Está sangrando. Deixe-me ver isso.
      -Tudo bem. – disse colocando a mão em baixo da agua e logo a tirando ainda com o sangue.
      Quando se deram conta estavam mais perto que o esperado, seus olhos se cruzaram, os corações em sincronia palpitavam, uma breve corrente elétrica correu pelo corpo de ambos. Era o sinal. Mesmo depois de tantos anos os seus corpos se lembravam. O fato do susto era que a memória da rosa ainda  se lembrava dessas palavras.

                            ´´Posso ser seu amigo.``

      Lembrava perfeitamente o dia que se conheceram. O moreno lhe chamou atenção no primeiro instante, seus olhos vermelhos a hipnotizaram. Como eram lindos. Atraentes. Perfeitos.

                            ´´Posso ser seu amigo. ``

        Depois de pouco tempo foi a frase mais importante que ele disse a ela.

        No automático.

     É o que o corpo de ambos estavam, se aproximando mais e mais, como um imã.
        Tão perto. Tão quente.

     Não podiam ouvir nem enxergar nada, seus olhos estavam fixos um no outro.
   -Mamãe?!

     Se soltaram rapidamente. Skarleth os encarava da porta.
   -O que aconteceu? – a menina perguntou se aproximando.
   -Não é nada meu amor. A mamãe só cortou a mão e o senhor Shindou estava me ajudando. –disse se abaixando e sorrindo.
    -Hm ... –soltou desconfiada.
     Claro que havia percebido o que estava acontecendo. Não era boba. Também não era preciso ser um gênio para enxergar o que acontecia entre os dois. Isso era com certeza o que ela precisava. Uma confirmação. – Sei .... Shin, amanhã poderíamos sair?
     -Ah! Claro. Onde quer ir? – respondeu, ainda um pouco confuso com o que havia acabado de acontecer.
    -Na sua casa mesmo. Gostei dela, e também lá tem piano.
    -Tudo bem por mim. Sua mãe deixa?
     -Deixa mamãe?
     -Ótimo. – ela diz sorrindo e sai, deixando os dois sozinhos novamente.
     -Me desculpe. Não sei o que deu em mim. Me perdoe. – o moreno dizia envergonhado. Como isso foi acontecer? Se Skarleth não tivesse chegado, teria acontecido? – Me perdoe.
     -É melhor ir agora senhor Shindou. Logo Kailone estará em casa e ...
     -Tudo bem, entendo. Então ... boa noite para a senhora. – soltou e saiu apresado. Seu coração ainda batia tão forte que poderia ter um infarto.
     Saiu tão depressa que só se deu conta quando já estava dentro do carro.

    -O que foi aquilo?

    Se perguntava enquanto tentava se acalmar. Suas mãos tremiam, seus corpo todo. Queria poder voltar lá, mas porque? Porque?
        Depois de alguns segundos ligou o carro e saiu

     Da janela a rósea ainda o olhava.
  -Não posso. Não posso mais fazer isso.
     Era exatamente o ponto que não queria chegar. Todo esse tempo conseguiu se segurar pelo fato de estarem longe. Mas agora ... tão perto é diferente. Seu corpo precisava dele.
     Estava decidida agora. Não iria mais mentir. Não. Não conseguia mais mentir. Vê-lo e não poder o tocar era o maior castigo que poderia lhe dar.
    Subiu decidida para o quarto. Amanhã quanto ele visse buscar a Skarleth contaria tudo para ele. Não podia mais se esconder.
    Entrou no quarto e foi tomar um banho o seu sorriso agora era diferente, não se preocupava mais com o que pudesse acontecer, o importante era tê-lo novamente ou tentar.
    Se deitou, não esperaria Kailone, não pretendia discutir sobre sua decisão, logo o sono veio e adormeceu.



      A manhã começava aos poucos, um fio teimoso de sol passou pela cortina e acariciava o rosto adormecido da rósea. Pouco a pouco foi abrindo os olhos e se acostumando com a claridade. Pulou da cama lembrando do projeto para o dia. Ainda sentada sorriu pensando em como seria o dia.
     Se levantou Kailone estava no banho. Desceu pulando os degraus até a cozinha. Seus dedos brincavam com tudo que tocava e o ambiente fora envolvido por uma cantiga divertida. Preparado o café sentou-se pegando uma caneca com chá. Cantarolava brincando com uma colher quando o moreno adentrou o ressinto.
     -Bom dia. –disse indiferente se sentando a sua frente.
     -Bom dia. –respondeu sorrindo o que chamou a atenção do moreno. Do que é que ela ri? Se perguntava o moreno, mas não questionou nada. Sentou-se servindo-se. –Como foi ontem?
     -Muito bom, Skarleth ficou muito feliz. Por que não veio ao aniversário?
      -Fiquei preso na empresa.
      -Hm. – balançou a cabeça  voltando a cantarolar.
       Depois de um tempo saiu só deixando um ´´Até mais.`` pairando no ar.
       Skarleth logo acordou, estava ansiosa, mostraria hoje as fotos e as certidões que havia encontrado nas coisas da mãe a Shindou.
       Não entendia o porque de ter duas certidões de nascimento, com datas diferente. Fez o que tinha de fazer, agora aguardava o moreno vir lhe buscar.
       -Ele está demorando mamãe.- falou bufando olhando pela janela da sala.
       -Ele deve estar ocupado, meu amor, logo ele chega. – a rósea maior respondeu tentando esconder a ansiedade. – Para que a bolsa?
       -Ah ... vou mostrar umas musicas que fiz. Queria que Shindou visse se estão boas. – disse sem se virar.
      -Posso ver?
      -Não! Quer dizer ... não agora. Primeiro quero mostrar ao Shin para ele ver se estão boas, depois mostro a senhora. –sorriu fraco. –Oh! É ele. Ele chegou. – Soltou indo em direção a porta.

     Continua ....

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