23 dezembro 2013

Trancado a 7 Chaves - 2 Temporada

Capítulo 3 - Capitulo III



Fanfic / Fanfiction de Inazuma Eleven - Trancado a 7 Chaves - Segunda temporada - Capítulo 3 - Capitulo III

Capitulo III
  Acordei com minha mãe batendo na porta. Levantei-me, troquei-me e desci para o café. Meu pai ainda me olhava estranho e minha mae não dizia nada. Quando terminei, subi para meu quarto, peguei minha mochila, escovei os dentes e desci para ir a escola. Enquanto descia os últimos degraus vi meu pai vir em minha direção parando no final da escada.
 - Skarleth, vai ser melhor assim. Tudo bem?  -ele disse me olhando, não respondi, terminei de descer e sai de casa.
 No caminho encontrei com Ruan e seguimos juntos para a escola.
 As aulas se passaram e estávamos no treino, éramos o time junior da escola Fousseal. Neste exato momento estavam treinando dribles e Ruan explicava as coisas para os iniciantes. Ele sempre teve jeito com isso, de explicar, ter calma, paciência, e o admiro por isso, por ele me aguentar. Sorri lembrando de quanta paciência ele tinha comigo quando explodia com meus ataques de ciúmes. Somos diferentes sim.
 Prefiro verão e ele inverno;
 Sou perfeccionista e ele nem liga como vai ficar;
 Sou brincalhona e ele prefere a seriedade;
 Prefiro resolver na hora e ele é de se pensar;
 Eu corro e ele caminha.
 Mas ele é um diferente bom, não como meu pai. Foi presa nesses pensamentos que não o percebi chegar e se sentar ao meu lado.
 -Ei Skarleth. Skarleth ... –ele disse me empurrando.
 -Ham! Ruan.. –disse me virando pra ele. –O que foi?
 -Você não vai na empresa hoje?
 -Vou sim.
 -E quando vai? Já não está ficando tarde? –ele disse olhando para o campo e depois pra mim.
 - É mesmo. –sorri
 - O que vai fazer?
 - Vou arrumar um jeito de entrar na escola.
 -Só posso desejar boa sorte não é?
 -Obrigada Ruan.
 -Skarleth, já te disse que pode me chamar de Len.
 -Tá ... – o olhei de canto, ele era tão bonito... ah! Que isso Skarleth !!!! – Len ..
 -Sim? – ele disse sorrindo.
 - Pode fazer um favor pra mim?
 -Claro Leth, o que quer?
 -Pode demorar um pouquinho mais pra ir pra minha casa hoje?
 - Ah é mesmo, hoje é quinta. Tá certo.
 -Não... na verdade ... poderia ir outro dia?
 -Hmm ... ta bem. – ele disse soltando um sorriso fraco, tinha o decepcionado. – Boa sorte então Leth.
 - Obrigado. – me levantei e segui para o vestiário feminino, me arrumei e fui caminhando para a empresa.
  Ao chegar perguntei para a recepcionista onde o Filiphe ou Benjamin estavam, ele me indicou uma sala e segui até lá. Quando entrei  vi que o moço de ontem estava conversando com eles, quando em fim perceberam minha presença ele sorriu e veio até mim.
 -Boa tarde Skarleth. –ele sorriu e retribui.
 - Boa tarde.
 -E então como foi com os papeis?
  Seria agora ou nunca. Tinha de usar de meus recursos para convence-lo. Meus olhos começaram a marejar, sempre tive facilidade pra fazer isso. Vi que ele me olhava assustado e era o momento perfeito para fazer com que as lagrimas começassem a cair. Pisquei algumas vezes as fazendo rolarem e o percebi inquieto me olhar.
 - Meus pais, n-não querem assinar. –solucei. Estava indo tudo bem, percebi até Filiphe e Benjamin se aproximarem para ver o que acontecia. – e-eles disseram que não era uma boa escola pra mim.
 -Como assim? Não é uma boa escola? –ele disse arqueando as sobrancelhas.
  -É, eles não c-confiam ...  solucei novamente levando as mãos para em vão tentar secar as lagrimas que escorriam. – e-eu queria muito estudar a-aqui m-moço.
 -Como assim não confiam na gente?
 -Não sei.  – comecei a chorar sem parar, podia perceber que ele estava assustado e também um pouco incomodado com as minhas palavras. Ele se aproximou tentando me consolar, estava tudo indo como o planejado. Vo que ele se abaixou para ficar na minha altura.
 -Tudo bem Skarleth, se preferir eu posso ir conversar com seus pais. -´´ótimo`` sorri e o olhei.
 - Legal. Janta lá em casa hoje. – ri baixo pela expressão surpresa dele. – Você vai, não vai? –o olhei manhosa, ele fez uma leve careta, olhou para Filiphe e Benjamin e depois pra mim.
 - Sim, eu vou.  – ele sorriu.
 - Vai mesmo?
 -Vou sim
 -Legal.
 -Seus pais estão sabendo?
 -Sim. –menti, mas afinal de contas não faria mal algum, hoje era quinta-feira e o planejado era o Len ir lá em casa, mas como ele não vai, vai dar tudo certo.
  -Ótimo. Vamos agora?
  - Agora não, ainda está cedo. Tenho uma ideia melhor. –disse indo até o violino que estava em cima da mesa de madeira dentro do suporte. Peguei e me virei para ele, seus olhos estavam atentos a mim. –Que tal tocar?
  -Você?
  -Não. Você.
  -Eu? –ele disse em um suto, apontando pra si mesmo.
  - Sim. Você toca não toca?
  -Sim.
  -Quero ouvir.
  Ele demorou um pouco, mas soltou um sorriso vindo em minha direção. Entreguei a ele o violino e fui me sentar junto com os outros. Ele tinha a pele um pouco morena, usava uma blusa social branca com botões ao centro em uma trilha reta, uma calça social preta, junto aos sapatos pretos também. Seus cabelos ondulados chocolate iam até o ombro e tinha uma franja, seus olhos lembravam os meus, pareciam tanto com os meus, como isso era possível? Ele começou a tocar, um som tão suave que por algumas vezes podia jurar que parecia que era eu quem tocava. É estranho, mas ele se parece comigo. Quando ele terminou, Filiphe e Benjamin o aplaudiram, despertei do meu devaneio, ele me olhava, sorri.
 -Você toca bem, muito bem.
 -Serio? –ele disse brincando
 -Sim. Gostaria de entrar para a nossa escola?
 -Oh! Seria uma honra.
  Ele depositou o violino na mesa e veio até nós.
 -Gostou? Toco bem lady Skarleth?
 Ele brincou fazendo uma leve reverencia.
 - Sim. –sorri
 -Podemos ir ?
 -Sim.
  Ele pegou seu terno que estava na cadeira e seguimos. Após sair da escola pegamos seu carro, uma Mercedes Benz M preta, muito bonita, já havia pesquisado sobre ela a alguns meses atrás.
 -Consegue por o cinto? –ele perguntou enquanto fechava a porta do carro e colocava a chave no contato.
 -Sim. –puxei o cinto que estava um pouco a cima de mim, passei-o na frente do corpo e encaixei-o ouvindo um ´´clik``, levantei os olhos e vi que ele me esperava para ligar o carro. Sorri e me virei para encarar a rua, com alguns carros e pessoas indo e voltando.
 -Certo, podemos ir?
 -Sim.
 Ele ligou o carro, pegou o volante preto e virou para a esquerda, entrando na pista.
 - Onde você mora?  - ele quebrou o silencio, dizendo sem olhar pra mim.
  -É perto do colégio Fousseal. Conhece?
  -Sim. Seus pais .... eles ... o que acham do seu gosto? –ele virou o volante para a esquerda novamente, me fazendo ir um pouco para o seu lado.
 -Eles não gostam muito. –baixei os olhos para o meu colo, minhas mãos brincavam com algumas regas da minha saia do uniforme. –É complicado.
 -Porque não gostam?
 -Na verdade eu também não sei. Meu pai é estranho quando o assunto é a musica. Ele parece não gostar muito da sua empresa, ou de você.
 -De mim?
 -Eu não sei, é complicado.
 -E sua mãe? O que ela diz?
 -Ela não diz nada, mas acho que ela tem medo do meu pai, ou algo assim.
 -Medo? –percebi seu olhar vir sobre mim e logo em seguida voltar para a rua. –Há algum problema Skarleth? Na sua casa? Pode me contar se quiser.
 -Não é nada de mais. Ele não bate nela. Pelo menos eu não vejo. – sorri fraco e percebi ele me olhar de novo. Parecia preocupado. –E você, tem namorada?
 -Não.
 -Vire aqui para a direita. Então é casado? – perguntei enquanto ele virava para onde pedi.
 -Também não. –ele riu.
 -Então você só namorou aquela moça?
 -Sim.
 -Isso que dizer que ela era muito bonita né?!
 -Sim, ela era muito linda, maravilhosa. –ele sorriu, talvez lembrando dela.
 -É ali. Moro ali. –disse apontando, ele viu uma vaga e estacionou o carro.
  Tirei o cinto abrindo a porta e sendo seguida por ele, que fechou a porta e trancou o carro. Ele deu a volta na frente do carro e veio ao meu lado.
 - Ei. –disse o olhando antes que começássemos a andar.
 -Sim?
 -Eu não me lembro de ter perguntado seu nome. –sorri sem graça e ouvi ele gargalhar.
 -É mesmo. Me chamo Shindou Takuto.
 -Takuto. –repeti. –Legal.
 -E seus pais, como se chamam?
 -Kailone e Elizabeth.
  Ele sorriu e seguimos. Andamos um pouquinho e entramos, fui na frente e abri a porta, ouvi ele dizer um ´´Tudo bem´´ e sorrir. Ele esperou na porta e entrei, meu pai apareceu na porta da cozinha, minhas pernas bambearam. Vi ele arregalou os olhos e veio depressa pra cima de mim.
 -O que significa isso? –ele gritou olhando para Shindou na porta, que o olhava assustado.– O que é isso Skarleth? – ele disse olhando pra mim e em seguida desviando o olhar para Shindou.

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