30 dezembro 2016

Magnet


Capitulo II
















sta em casa, por quê? – Disse sentindo ele se virar e voltar para sua casa. Quanto mais se aproximavam podiam ver uma multidão. – O que é isso? – Perguntou pra si mesma já perto o suficiente da casa. O rapaz a colocou no chão e então ela começou a andar pela multidão entrando na casa. – Sayl? – Chamou entrando pela porta. – Sayl. – Gritou sem receber resposta. Não pode ser. Não pode ser. Repetia pra si mesma saindo da casa.
      - Safira. – A voz conhecida a chamou.
      - Alissa.
      - Me desculpe Safira. Eu não sabia que isso iria acontecer. – Dizia começando a chorar.
      - O que quer dizer? – Perguntou e então se lembrou.
`` ....uma recompensa de 5.000.000.000 de der£ para quem tiver informações do paradeiro de Henry.``
     - Safira, eu precisava do dinheiro, não sabia que eles fariam isso.
     - Alissa, onde está a Sayl?
     - Eles ... eles levaram ela.
     - Alissa. – Falou começando a chorar, passando por ela. Henry estava a sua frente com um papel nas mãos. – Henry eles levaram minha irmã. – Pronunciou já começando a soluçar, ele olhou novamente o papel.




Querido primo
Vim te buscar, mas infelizmente não estava. Triste. Então para garantir que vá ao nosso encontro tomei a liberdade de pegar essa pequena menina. Não vai deixar nada acontecer a ela, não é?
Você sabe onde nos encontrar, estaremos esperando.




   - Droga. – Soltou ainda com os olhos no papel. A multidão os olhava. Isso não é bom. A garota a sua frente chorava compulsivamente. Isso não é nada bom.
    - Esse não é Henry? – Exclamou na multidão uma voz os alvoroçando.
    - Por que matou sua família? – Lançou outra voz.
    - Eu não matei ninguém. – Contrapôs áspero vendo todos se afastarem.
    - A metrópole está pagando recompensas por ele. – Propôs outra voz na multidão.
Droga. Isso não é bom.

    Olhou ao redor. Seria questão de segundos para que alguém fizesse a ligação ou o prendesse ali. Tinha que sair dali agora e não poderia deixar a garota ali.
    - Vamos. – Falou começando a correr pegando a jovem no colo.
    Já não podia se ver a multidão e quase a pequena cidade. Não posso ficar vagando por aí assim.
   - Desde muito anos atrás esses portões existem para ajudar na locomoção, alguns eram usados até para surpreender exércitos na época de grande guerra. Esses portões teleportam pessoas e cada um tem seu destino. Agora abram na página 87 e vejam que cada portal leva a um lugar ...
     - Isso. – Murmurou enquanto desviava seu trajeto para uma mata.
     - Para onde vamos? – Perguntou os vendo embrenhar na mata, já não chorava mais.
     - Não podemos passar a noite em qualquer lugar. Preciso descansar e você também.
     - O que isso tem a ver com onde estamos? Vamos passar a noite no chão?
     - Não. – Parou a colocando em pé. – Se me lembro bem há um portal por aqui que leva direto para Humia. – Disse procurando algo.
     - Um portal? Como aqueles da grande guerra? – Indagou o seguindo. Pensei que esses portais não existissem de verdade.
     - Sim.
     - E pra que vamos a Humia? É uma cidade maior que Castam com certeza há soldados te procurando por la.
     - Eu sei muito bem disso. Quer passar a noite aqui ou não? – Rebateu. – Antes de irmos atrás de sua irmã preciso saber de algo. Achei. – Pronunciou estendendo a mão para que a moça se aproximasse. – Segure-se e feche os olhos. – Ordenou segurando mais firme o corpo da jovem contra o seu. – Logo estaremos lá. – Disse baixo a fazendo se contrair. – SoulFaer.
     Uma luz forte os cercou e desapareceram. Em um milésimo de segundo já estavam do outro lado. Abriram os olhos estavam a muito quilômetros da cidade de Humia e a poucos de onde pretendia ir. Ainda estavam em uma mata.
     - Onde estamos? – Perguntou a moça quando finalmente abriu os olhos.
     - Estamos perto de Humia. – Respondeu a pegando novamente em seus braços. Não me lembrava que ela pesava tanto.
     - E pra onde vamos agora?
     - Espere e vera, logo chegaremos. – Disse voltando a correr. Esteja bem.
      Alguns poucos minutos se passaram e já podia se ver uma casa se formando. Se aproximando mais puderam ver que a mesma aparentava ter passado por maus momentos. Soltou a garota mas ainda assim segurou seu pulso a fazendo caminhar ao seu lado. Passaram pelos portões da casa de 2 andares.
     - Killian ... – Chamou ainda adentrando a casa cuidadosamente. – Killian?
     - Henry? – Uma outra voz masculina respondeu os fazendo se virar e encarar o jovem. Seus olhos eram como os do outro ao seu lado, vestia calça de moletom preta, uma blusa branca, calçava chinelos, seu cabelo rebelde tinha a exótica cor roxo escuro – Meu Deus Henry, pensei que tinham te matado. – Falou se aproximando dos dois. Mas quem é esse?
     - Pensei o mesmo sobre você. O que aconteceu aqui?
     - Ontem a noite alguns soldados atacaram a casa. Por sorte o sistema de segurança cuidou disso. Vi o comunicado, por que Demetrion está dizendo que foi você que matou todo mundo? – Contou ainda sem entender o que tinha acontecido.
     - Eu não fiz nada disso. Demetrion enganou meu pai, enganou a todos. Por sorte consegui fugir. – Relatou enquanto desviava o olhar.  Aquele... Aquele... Ele vai pagar. – Depois de um tempo cheguei a Castam, foi ai que encontrei ela. – Disse apontando para a jovem ao seu lado.
     - Ele apareceu no meu caminho, estava muito machucado e ainda está. Vimos o comunicado também e enquanto tentava o convencer a ficar e se recuperar uma vizinha acabou ligando para metrópole e eles levaram minha irmã. – Narrou o que havia lhes acontecido.
    - Quem pegou a menina? – Perguntou o roxo.
    - Era Dominik com certeza. – Concluiu.
    - Por favor, você sabe onde ele está? Minha irmã está muito doente preciso encontra-la, por favor. – Disse suplicante a ambos os rapazes.
    - Olha, qual seu nome? – Perguntou o novo conhecido.
    - Me chamo Safira. – Respondeu prontamente.
    - Muito bem, Safira. Me chamo Killian e ele Henry. – Apresentou. – Sua irmã foi pega por nossa culpa. – Suspirou. – Não se preocupe. Vamos encontrar sua irmã. – Acalmou a morena sorrindo.
     - Muito obrigada. Obrigada. – Falou contendo suas lagrimas.
     - Podemos passar a noite aqui e amanhã decidimos para onde iremos. – Sugeriu Henry.
      - Exatamente. Por favor, entrem. ­– Disse começando a andar, os outros o seguiram.
      Alguns passos e entraram por uma porta, a grande sala proporcional a casa se mostrou primeiro. Alguns sofás pretos, um tapete ocupava todo o centro com uma mesinha de vidro, na parede logo atrás uma grande televisão, uma janela de vidro mostrava boa parte de fora. Algumas arvores e flores. Nossa como aqui é tão grande e bonito.
      - Bem-vindo de volta Sr.Killian. É bom poder vê-lo novamente sr.Henry. Temos uma visita? – Uma voz feminina ecoou pela casa.
      - Sim, temos visita. O nome dela é Safira, está com Henry e passara a noite aqui. – O roxo respondeu ficando ao lado da mesma.
      - Isso é ótimo. Já liberei um quarto para que ela durma.    
      - Deve estar cansada Safira. – Começou Killian. – Venha vou te mostrar um quarto para passar a noite. – Sorriu gentilmente fazendo-a o seguir.
      Passaram pela sala, subiram uma escada que os levou até o segundo andar, um corredor com várias portas. Pararam na primeira.
      - Pode entrar. Esse quarto era da minha irmã, então tem roupas que você pode usar. Se quiser tomar um banho e descansar um pouco. O café estará servido bem cedo, quando acordar pode descer e comer o que quiser. – Explicou prontamente o roxo. Ele é muito gentil.
      - Obrigada, Killian, não é?
      - Isso. – Riu. – Descanse Safira. – Disse abrindo a porta para que ela entrasse e então a fechou.

     O quarto era grande. Paredes brancas, um grande guarda-roupa cor grafite na parede direita, uma cama perfeitamente arrumada, logo a cima da cama uma janela, ao lado uma mesinha, tapete e a porta para o bainheiro.  Que lindo. Caminhou até a porta do banheiro e a abriu.
     - Acho melhor tomar um banho. – Disse entrando no banheiro. – Eles são mesmo da metrópole. – Sussurrou para si mesmo. Esse lugar é muito bonito. Caminhou até a banheira de mármore branco. Olhou aos lados, viu a toalha, retirou a roupa enquanto a banheira enchia. Um banho para pensar melhor nas coisas é uma boa ideia. Mas afinal ... o que era aquela voz?  

***

    - E pretende ir pra onde amanhã? – Perguntou Killian se sentando ao lado do primo na sala.
    - Preciso ter a certeza do que ela é. Posso sentir algo diferente nela.
    - E vamos fazer o que?
    - Vamos até o Colégio de Alquimia Sr.Wolts. Ouvi dizer que lá tem uma senhora que sabe de tudo sobre o magnésio ela vai poder dizer pra gente o que esperar deles.
   - Magnésio? Então você acha que ...
    - Parece que as histórias que contavam pra gente não são completamente invenções.
    - Se isso for verdade então quer dizer que sua mãe era uma herdeira. Até porque eu não sinto nada.
    - Pode ser. Precisamos saber exatamente o que está acontecendo.
    - Sr.Killian, tomei a liberdade de lhes preparar algo para comerem. – A voz da casa anunciou junto de alguns androides que se aproximaram trazendo bandejas. – Devo mandar que alguém leve algo para a visitante?
    - Não, pode deixar que eu mesmo vou levar para ela. – Respondeu Killian se levantando e indo até o androide que estava com a bandeja.
    - Não. ­– Interrompeu o moreno. – Eu vou levar isso pra ela. – Disse indo até o primo e tomando a bandeja.
    - Ciumento. – Replicou Killian vendo o moreno subir as escadas e sumir de sua vista.
   O moreno parou a frente da porta com a bandeja em mãos, uma interface iluminou um campo quadrado na porta.
    - Onde ela está?
    - Está deitada no momento, devo avisa-la da sua presença?
    - Sim, então abra a porta.
    - Como desejar.

     - Senhora Safira. – A voz feminina chamou-a fazendo levantar a cabeça ainda deitada.
     - Sim?
     - Henry deseja vê-la.
     - É pra eu ir encontra-lo? – Perguntou se sentando na cama.
     - Não será necessário, ele está a porta, posso abri-la?
      - Si.Sim – Respondeu levemente envergonhada.
       A porta correu para o lado esquerdo mostrando o moreno a sua frente com uma bandeja, ele entrou.
      - Não será preciso fechar a porta. – Disse caminhando até ela. – Trouxe algo para que coma, amanhã sairemos cedo, então descanse.
      - Obrigada. – Agradeceu vendo ele colocar a bandeja sobre a cama. – Henry... – Chamou o fazendo olha-la. – Vamos atrás da minha irmã amanhã?
       - Tecnicamente, sim.
       - Tecnicamente?
       - Antes de irmos até ela, preciso entender algo primeiro. Mas logo terá sua irmã de novo.
       - Obrigada.
       - Não precisa agradecer, afinal, ela foi pega por minha causa. É responsabilidade minha devolve-la a você. – Falou voltando a caminho da porta. – Ah. – Parou e se virou para ela. – Killian é um inventor. Ele projetou essa casa praticamente viva. A noite androides fazem segurança da casa, então se ouvir algo saiba que são eles. Se precisar de alguma coisa no meio da noite, Betta irá atende-la.
       - Betta?
       - Estarei a seus serviços, senhora Safira. – A voz feminina de antes soou pelo quarto.
       - Então, até amanhã. – Henry despediu-se passando pela porta ainda aberta que se fechou.










  Continua....

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